10 de jul. de 2011

Enterrou uma faca na cabeça.

Idéias saíram boiando no ar.

Pensou que fosse morrer, mas não morreu.

Se odiou por isso!

Chorou muito.

Doeu demais.

Deixou-a assim e sumiu.

Mutilou-lhe o cérebro e foi embora rindo.

E as gargalhadas ficaram estampadas nos seus olhos arregalados.

E lágrimas escorreram pelos seus cabelos.

Consumia-se sozinha, pois não entendia nada.

Não conseguia pôr para fora um som sequer.

Nenhum movimento conseguia fazer.

A apatia tomava-lhe conta.

E rindo, deixou-a sem explicação,

Com uma faca na cabeça

E uma interrogação no coração !

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