10 de jul. de 2011
Enterrou uma faca na cabeça.
Idéias saíram boiando no ar.
Pensou que fosse morrer, mas não morreu.
Se odiou por isso!
Chorou muito.
Doeu demais.
Deixou-a assim e sumiu.
Mutilou-lhe o cérebro e foi embora rindo.
E as gargalhadas ficaram estampadas nos seus olhos arregalados.
E lágrimas escorreram pelos seus cabelos.
Consumia-se sozinha, pois não entendia nada.
Não conseguia pôr para fora um som sequer.
Nenhum movimento conseguia fazer.
A apatia tomava-lhe conta.
E rindo, deixou-a sem explicação,
Com uma faca na cabeça
E uma interrogação no coração !
2 de jul. de 2011

E o coração ficou gelado de emoção quando percebeu que estava morto.
Os calafrios de angústia cessaram.
Uma paz enorme tomou conta do espírito, que enfim se libertou.
Todos morreram, se afastaram.
E o vento continuou soprando.
E o medo prosseguiu sorrindo.
Os soluços são fetais.
A mágoa é letal.
Solidão!
A verdade, minha tuberculose do momento !
A Testosterona !
A testosterona é perigosa! Deveria ser uma substância controlada, como a heroína. E os homens andam soltos, de posse da testosterona! Por isso eles fazem essas coisas idiotas, devemos vê-los como criaturas selvagens. Eles fazem coisas estranhas para um mundo civilizado. Mas devemos lembrar que, na realidade, estão seguindo padrões de conduta antiquíssimos, gravados à fogo em seus cérebros. Com um pouco de paciência e compaixão, poderemos adaptá-los à vida moderna. Refiro-me às criaturas selvagens. Os homens não têm remédio!
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