30 de jun. de 2011

Em cima da minha cama tem um edredom,
Uma pasta preta e um violão marrom.
Eu sentada à esquerda com pose de Buda.
Muda o dia da semana e a vida não muda.
Um pijama azul piscina meio desbotado,
Um controle cinza e preto, um gravador ligado.
Um copo de água e uma caneca de café,
Um telefone sem fio, um chinelo sem pé.
Um jogo de resta um, um tapete no chão,
Dois cãezinhos sobre o móvel da televisão.
Um anel de pedra e um abajur lilás
Sobre o móvel que eu comprei nas lojas Marabraz.
Uma porta arreganhada pra entrar o vento,
Uma bolsa semi-aberta com tranqueira dentro.
Um ventilador de teto e dois fios longos,
Não refresca e é cabide pra pôr pernilongo.
Vai o dia, vem a noite, mais uma semana.
Durmo sozinha, largada em dois metros de cama.
Não importa, eu não ligo se a vida me engana.
Você pode me odiar, mas tem quem me ama !

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